Pluritime – Contabilidade e Gestão

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De que forma uma crise de crédito pode levar à insustentabilidade da empresa?

Debruçamo-nos sobre como uma conjuntura de escassez de crédito pode originar um ciclo negativo na empresa, originando pressão e insustentabilidade, pondo em causa a sua solidez financeira.

A diminuição da performance da empresa é coerente com a falha no reconhecimento ou na antecipação de pressões, que ameaçam a viabilidade no longo prazo.

As falhas podem ocorrer quer ao nível da gestão de riscos quer ao nível da adaptação a novos contextos.

Como um negócio sustentável pode ser comprometido por conjuntura de escassez de crédito

A crise de crédito originado por clientes que, em média, levam mais tempo a pagar, tem como consequência o alargamento dos prazos de recebimento originando pressões de tesouraria.

A redução do fluxo e periodicidade de entradas de dinheiro face às saídas de dinheiro que se mantêm constantes (p.e. fornecedores, serviço de dívida, salários, contribuições sociais e outros impostos…), traduz-se numa redução do cash flow.

Saída de € > Entrada de € = Cash Flow Negativo

A falha na monitorização, reconhecimento e antecipação de pressões sobre a empresa, neste caso em concreto no que diz respeito a um cenário de atuação de redução do cash flow ou até mesmo negativo, causado pelos atrasos sistemáticos nos recebimentos, pode originar atrasos ou incumprimentos nos seus compromissos, visto que, pode não ter fundo de maneio suficiente ou qualquer nível de poupança acumulada.

Quando se está perante este cenário, novo desafio é colocado. Como se vai colmatar esta insuficiência ao nível da tesouraria?

A capacidade reduzida de libertação de cash flow, apesar de momentânea, poder ser suprimida com recurso a financiamento de curto prazo.

A análise de risco por parte da Banca tem como base os indicadores Económicos e Financeiros que a empresa apresenta.

Mediante a análise de risco efetuada e solidez financeira evidenciada, a empresa obtém financiamento com maior ou menor facilidade, em melhores ou piores condições em termos de taxa de juro. Dependendo dos financiamentos que obtiver e condições aplicadas, estes podem ser suficientes, mas também podem ser insuficientes para que a empresa opere dentro da sua capacidade normal.

Portanto, se os financiamentos que a empresa obtiver não forem suficientes para colmatar as carências ao nível da tesouraria, no limite pode levar a situações de incumprimento. Por exemplo, incumprimento com fornecedores que entretanto também restringem as facilidades de pagamento, autoridade tributária, etc.

Resumindo, sinais que se manifestam gradualmente ao nível do atraso médio de recebimentos por parte dos clientes, traduzem-se numa crise de tesouraria, que não sendo suficientemente colmatada com soluções de financiamento em montantes e condições desejáveis, implica gradualmente uma deterioração ao nível da relação com os fornecedores, podendo em alguns casos surgir incumprimentos e consequentemente acesso a piores condições de pagamentos e preço. A quebra no abastecimento leva a perdas de encomendas e clientes…. o ciclo negativo prossegue até uma eventual situação drástica na empresa.

A forma de mitigar o risco de a empresa entrar em declínio é ter rotinas de planeamento e efetuar uma monitorização assídua à performance da empresa, pois só assim estará melhor informado e preparado para encarar momentos de maior instabilidade e incerteza.

Consideração Final

Evidenciamos desta forma como uma crise de crédito originado por situações débeis por parte de clientes da empresa pode originar pressões ao nível da tesouraria colocando em causa a solidez financeira de um negócio que à partida aparentava ser sustentável.

Risco financeiro elevado = Empresa em risco

Em tempos de incerteza, onde o risco sistémico em alguns setores de atividade pode ser um risco identificado, deve haver aspetos críticos a ter em atenção.

Por um lado, a sua empresa de contabilidade pode incutir boas práticas ao nível da monitorização conjunta da empresa através de diagnósticos ou reporting em que é feito a análise à área financeira, área económica, análise de risco, perspetivas da evolução da empresa e recomendações sobre eventuais medidas corretivas. Por outro, a capacidade de planeamento e previsão da tesouraria, de forma a evitar ruturas que possam por em risco o negócio. Por fim, a existência de opções de financiamento para empresas que tenham um modelo de negócio sustentável.

É imprescindível que haja capacidade de simular e prever cenários e o impacto nos fluxos de entrada e saída de dinheiro. A empresa pode ainda precisar de mais instrumentos ou soluções para evitar a destruição da sua viabilidade operacional. Poderá ser relevante repensar a estratégia de financiamento, para se reorganizar sem comprometer o negócio nem a sustentabilidade da dívida.

Resumindo, deve ser efetuado o controlo assíduo dos fatores de risco da empresa. A solidez financeira é um fator crucial na sustentação do negócio.

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